Os exames complementares ou subsidiários podem ser necessários em diversos momentos

  • No auxilio para elucidação diagnóstica
  • Para determinação do prognóstico
  • No acompanhamento do tratamento
  • Na preservação do paciente
Podem ser classificados como:
  • Específicos: São aqueles que fornecem o diagnóstico final. Ex. alguns exames sorológicos e o resultado anátomo patológico.
  • Semi-específicos: Apenas sugerem possibilidades diagnósticas. Ex. áreas radiolúcidas em radiografias periapicais.
  • Inespecíficos: Fornecem apenas indícios de diagnóstico. Ex. hemograma.
De uma maneira geral os exames diagnósticos devem ter os seguintes atributos:
  • Sensibilidade: é a probabilidade do resultado ser positivo quando aplicado em paciente com a doença (proporção de verdadeiros positivos).
  • Especificidade: é a probabilidade do resultado ser negativo quando aplicado em paciente sem a doença (proporção de verdadeiros negativos).
É importante ressaltar que o exame clínico bem realizado pode ser perfeitamente complementado pelos chamados exames subsidiários. Jamais o inverso é verdadeiro.
O raciocínio diagnóstico conduz seletivamente ao exame complementar, e com isso o viabiliza com maior eficiência, menor tempo e custo.
Os modernos recursos tecnológicos de diagnóstico proporcionam meios para um diagnóstico preciso, tanto do ponto de vista etiológico como topográfico e, o que é mais importante, mais precoce, com evidente benefício para os pacientes, como ocorre no caso das neoplasias.
Biópsia

A biópsia é um procedimento simples, confiável, de ampla aplicabilidade e de fácil execução. É realizado rotineiramente e consiste na remoção de tecidos para posterior estudo anátomo-patológico. Os riscos de realizá-la são mínimos e superam, em muito, as consequências de um diagnóstico errôneo ou inadequado.

É indicado para o diagnostico de vários tipos de doenças, desde as mais inofensivas, até as mais complicadas, como neoplasias. Porém a grande maioria de resultados finais, são mais compatíveis com patologias simples. Assim, nem sempre a solicitação de uma biópsia estará relacionada com diagnósticos mais preocupantes.
Para a execução de uma biópsia é fundamental a seleção de local apropriado, tendo em vista que as características histológicas podem variar em lesões não-uniformes.
As biópsias podem ser classificadas de acordo o com fragmento removido em:
  • Excisionais: quando há remoção completa da lesão
  • Incisionais: quando apenas parte da lesão é removida.
O material deve ser conservado em solução de formol a 10%, em frasco previamente identificado, com os dados do paciente e enviado à um laboratório especializado. O resultado é emitido em forma de um laudo denominado histopatológico, onde constam características macroscópicas e aspectos histológicos sugerindo ou indicando em muitos casos um diagnóstico seguro e definitivo.
Geralmente, o tempo necessário entre a remoção da lesão e o diagnóstico do Patologista gira entre 5 a 10 dias. Todavia, existem lesões de difícil diagnóstico e outras situações (biópsia do osso) nas quais o resultado pode ser um pouco mais demorado.
De posse do resultado, o profissional tem condições de fornecer um diagnóstico final ou solicitar outros exames complementares que considerar necessários.
Citologia Esfoliativa

A citologia esfoliativa consiste no exame microscópico do material raspado da superfície da lesão da mucosa bucal. É um procedimento simples, não invasivo onde não há necessidade do uso de anestesia. Possui ainda a vantagem de ser rápido, o que diminui a ansiedade do paciente. É importante ressaltar que apresenta limitações, o que torna sua indicação bastante precisa, sendo útil no auxilio (triagem) do diagnóstico de tumores malignos e alguns processos infecciosos.

Não deve ser realizado em lesões profundas cobertas por mucosa sadia, lesões com mucosa superficial necrosada ou hiperqueratinizadas.
Procedimento
  1. Bochechar com soro fisiológico/água.
  2. Raspar com espátula de aço ou poliuretano.
  3. Fazer esfregaço na lâmina. Aplica-se o material obtido sobre uma lâmina, com um só movimento e em um único sentido, para que seja realizado um esfregaço uniforme e delgado. Isto impede que se sobreponham camadas na lâmina, o que prejudicaria o exame microscópico.
  4. O material é fixado imediatamente em álcool absoluto (ou álcool 50% + éter 50%) ou spray fixador. A lâmina deve ser acondicionada em embalagem adequada.
  5. Identificar (relatório).
Resultado
Classificação de citologia esfoliativa:
            Classe 0 – material insuficiente/inadequado
Classe I – célula normal
Classe II – célula atípica sem evidencia de malignidade.
Classe III – células sugestivas de malignidade
Classe IV- célula fortemente sugestiva a malignidade
Classe V – citologia conclusiva de malignidade
OBS: a partir da classe III é obrigatório a biópsia.
A citologia esfoliativa consiste em um método de diagnóstico, mas não dispensa o exame histopatológico de material coletado por meio de biópsia. No entanto, quando bem conduzida, é um excelente auxiliar no diagnóstico das ulcerações bucais e controle de pacientes com histórico de câncer bucal e que foram submetidos a cirurgias extensas e à radioterapia.